terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A magia do Natal


Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.
A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de Natal. Como não encontraram lugar para dormir, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura. Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso. No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus. 

Simbologia

Desde a sua origem, o Natal é carregado de magia. Gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval ganha modificações no decorrer dos séculos. Dos templos, a teatralização ganha praças, largos, ruas e vielas, carros ambulantes, autos sacramentais e natalinos. Os dignatários da Igreja promoviam espetáculos. Na evolução da história está a compreensão de todos os símbolos de Natal.

        Árvore - Representa a vida renovada, o nascimento de Jesus. O pinheiro foi escolhido por suas folhas sempre verdes, cheias de vida. Essa tradição surgiu na Alemanha, no século 16. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século 19, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.
        Presentes - A idéia de trocar presentes no Natal está relacionada, entre outros motivos, aos magos que trouxeram presentes para o menino Jesus (Mt 2.11). O grande e merecido presente mesmo é Deus que nos oferece em Cristo: uma vida abundante e repleta de alegria. A troca de presentes entre as pessoas é uma forma de lembrar que a oferta generosa de Deus em Cristo é para todos. O simbolismo do presente não é que cumulemos um monte de presentes ou presenteemos com segundas intenções.
        Velas - A vela simboliza a luz que veio ao mundo com o nascimento de Cristo, como lemos no profeta Isaías 9.1: "O povo que andava na escuridão, viu uma forte luz; a luz brilhou sobre os que viviam nas trevas". Consumindo-se completamente para gerar luz, a vela simboliza a doação em favor da vida. Mesmo com toda a iluminação artificial, a vela conserva seu valor.
        Estrela - A estrela de Natal tem um papel determinante na história, pois indica o caminho para os magos (Mt 2.2). A estrela tornou-se o símbolo do extraordinário que aconteceu naquela noite. A estrela aponta para o local do nascimento do menino Jesus e aponta para a plenitude de vida que representa esta vinda de Deus ao mundo em Cristo.
      Cartões - Surgiram na Inglaterra em 1843, criados por John C. Horsley que o deu a Henry Cole, amigo que sugeriu fazer cartas rápidas para felicitar conjuntamente os familiares.
        Comidas típicas - O simbolismo que o alimento tem na mesa vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.
        Presépio - Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o ritual.

Fonte:
http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm
http://www.luteranos.com.br/mensagem/artigo_simbolos_de_natal

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Cinema: oficina Tela Brasil em Açailândia

Em 2007, foram criadas as Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil, com o objetivo de levar educação audiovisual aos jovens de comunidades do país, gratuitamente. As oficinas oferecem conteúdos, equipamentos e prática de realização cinematográfica, abrangendo todo o processo de criação de um filme: roteiro, direção, produção, fotografia, arte, som e montagem.
Em cada oficina, são produzidos três curtas-metragens. No último dia do curso, os vídeos são exibidos em uma sessão especial para a comunidade e familiares.
Por onde passa, a Oficina Tela Brasil quer deixar belos curtas-metragens. Curtas que dialoguem com a comunidade, que tenham sucesso na exibição e, quem sabe, sigam carreira por festivais de cinema. Mas, na verdade, a produção desses filmes serve de pretexto para estimular atitudes curiosas e científicas dos alunos perante o mundo.

Em Açailândia - MA, foi produzido curtas que já estão disponíveis no youtube.

Assista!

  •             Em busca do descanso eterno.
  •             E agora, pai Chico.
  •           Quero, posso.

Em busca do descanso eterno

video 
 
 
 
Fonte:
http://www.telabr.com.br/

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cinema brasileiro - Linha do Tempo


 886  - O cinema chega ao Brasil. Acontece a primeira exibção cinematográfica
1897  - Aberta a primeira sala de cinema regular no Brasil, pelo imigrante italiano Paschoal Segreto
1898  - Primeiras filmagens em solo brasileiro, da baía de Guanabara
1899  - Primeiras filmagens  feitas em São Paulo
1900 - Aberta a primeira sala de cinema em São Paulo, pelo italiano Vitor di Maio
1907 - Inaugurada a usina de fornecimento de energia, surgindo o apogeu da produção cinematográfica, conhecido como "Bela Época"
1908 - É produzido o primeiro filme de ficção brasileiro, "Os Estrangualdores"
1910 - A cinematografia é paralisada com a crise da primeira guerra mundial
1911 - Chega ao Brasil o cinema americano, dominando o mercado.
1917 - Surge a primeira animação brasileira, O Kaiser, feito pelo desenhista Seth.
1920 - Surgem as primeiras publicações especializadas em cobrir as produções de Hollywood, a Para Todos, a Selecta e a Cinearte.
1921 - O Brasil é o quarto maior importador de filmes americanos. Noite de São João, de Francisco de Almeida Fleming, apresenta um processo de colorização manual.
1922 - No Paíz das Amazonas, de Silvino Santos, é apresentado em Paris e Londres e fica por cinco meses em cartaz, no Rio de Janeiro.
1925 - Francisco Serrador inaugura, na Cinelândia (Rio de Janeiro), a primeira sala de cinema de luxo. Humberto Mauro cria a produtora Phebo Sul América Film, em Cataguases (MG).
1929 - Mulher, de Adhemar Gonzaga, tem cenas gravadas por Eva Schonoor e Carlos Modesto, nos estúdios da United Artists, em Hollywood. Acabaram-se os Otários, de Luiz de Barros, com música de Paraguaçu, é o primeiro filme sonoro brasileiro, assistido por 35 mil pessoas na semana de estréia.
1930 - Os Estados Unidos ficam isentos de taxas alfandegárias, o que levou ao enfraquecimento do cinema nacional.
1931 - Limite, de Mario Peixoto, torna-se o mais importante filme mudo brasileiro. A obra de 110 minutos tem imagens poéticas e intimistas, além de fusões, cortes e ângulos audaciosos.
1932 - Decretada lei que obriga a exibição de cines-jornal brasileiros durante as sessões de cinema.
1933 - Carmem Miranda faz sua estréia em cinema, em A Voz do Carnaval, de Ademar Gonzaga e Humberto Mauro. Humberto Mauro dirige Ganga Bruta, seu mais importante filme.
1934 - Carmem Santos monta a produtora Brasil-Vita Filme.
1936 -  Roquete Pinto cria o Instituto Nacional do Cinema Educativo, onde Humberto Mauro produz centenas de documentários.
1939 - Decretada uma lei que impõe às salas de cinema uma cota mínima de exibição para filmes brasileiros.
1940 - Carmem Miranda faz sua primeira atuação em Hollywood, no filme Serenata Tropical, de Irving Cummings.
1941 - É criada a Atlântida, que produz filmes de baixo orçamento e se associa ao exibidor Luís Severiano Ribeiro para garantir espaço nas telas para o cinema brasileiro.
1944 - Tristezas Não Pagam Dívidas, de Ruy Costa e José Carlos Burle, inaugura o gênero da Chanchada.
1949 - É criada a Vera Cruz, estúdio nos moldes do cinema americano. Um marco na industrialização da cinematografia nacional.
1950 - Inaugurada a primeira emissora de televisão do Brasil, a TV Tupi.
1952 - Tico-Tico no Fubá, de Adolfo Celi, tem lançamento simultâneo em 22 salas.
1953 - O Cangaceiro, de Lima Barreto, ganha o Festival de Cannes e torna-se o primeiro filme brasileiro a ter sucesso internacional.Destino em Apuros, de Ernesto Remani, é o primeiro filme nacional em cores.
1955 - Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, marca o início da corrente do Cinema Novo.
1956 - É criada a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
1957 - Um incêndio destrói 1/3 do acervo da Cinemateca Brasileira.
1959 - O filme francês Orfeu Negro, de Marcel Camus, inspirado no musical Orfeu da Conceição, de Vinícius de Morais e Tom Jobim, ganha a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro nos EUA.
1962  - O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, é premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
1963 - criado, em São Paulo, o "Sindcine" (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cinematográfica).
1964 - "Deus e o Diabo na Terra do Sol" é o mais importante filme de Glauber Rocha e do Cinema Novo.
1965 - São Paulo S.A., de Luís Sérgio Person, faz crítica à crescente sociedade industrial paulistana.
1966 - Criado o curso de Cinema e Vídeo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
1967 -  Surge o Festival de Cinema de Brasília.
1968 - "O bandido da luz vermelha" de Rogério Sganzerla, segue a estética underground do Cinema Marginal.
1969 - "Matou a famíília e foi ao cinema", de Júlio Bressane, dá continuidade à estética marginal.
1969 - O governo militar brasileiro cria a Embrafilme, empresa estatal, para promover e controlar a indústria cinematográfica.
1970 - Sob controle do governo, a Embrafilme garante espaço para os filmes nacionais, em meio ao domínio dos filmes estrangeiros, com financiamento público e salas de exibição garantidas em lei.Em São Paulo, o movimento da Boca do Lixo produz filmes de baixo orçamento, com forte apelo erótico, conhecidos por Pornochanchadas.Outro grande fenômeno popular são as comédias de Os Trapalhões, que atraem milhões de espectadores, com mais de uma dezena de filmes.
1973 - Surge o Festival de Cinema de Gramado.
1974 - O road-movie "Iracema, uma transa amazônica" , de Jorge Bodanzky, cria um novo tipo de filme que mistura documentário e ficção, e que futuramente influenciará filmes como Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.
1976 - Com mais de 10 milhões de espectadores, "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, torna-se a maior bilheteria da história do cinema brasileiro.
1978 - Os filmes nacionais atraem 30% do público que freqüenta salas de cinemas no país.
1980 - O governo militar chega ao fim, sob forte recessão econômica, e o cinema enfrenta grave crise. Os exibidores rebelam-se contra a obrigatoriedade de exibir títulos nacionais e, sem verbas, a Embrafilme deixa de financiar a produção, que decai vertiginosamente.No final da década, a lei de incentivo do Prêmio Estímulo e a obrigatoriedade de exibição de curtas nos cinemas promoveram um surto produtivo de curtas em todo o país, com destaque para os núcleos paulista, carioca e gaúcho
1980 - A produção cinematográfica brasileira ultrapassa a marca de 100 filmes no ano.
1981 - Morre o cineasta Glauber Rocha.
1984 - Bete Balanço, de Lael Rodrigues, retrata o cenário do rock nacional, com trilha de Cazuza e participação de Barão Vermelho, Titãs e Lobão.
1985 - O cinema acompanha a crise financeira do país. As 1.400 salas que resistem recebem 90 milhões de espectadores, 1/3 do público da década anterior.
1987 - Criada a Casa de Cinema de Porto Alegre, com a união de 11 realizadores gaúchos.
1989 - O curta "Ilha das Flores" , de Jorge Furtado, vence o Festival de Berlim na categoria e é eleito pela crítica européia um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século XX.
1990 - O governo Collor extingue a Embrafilme. É criado o Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo.
1992 - O 25º Festival de Brasília é adiado por causa da falta de filmes concorrentes.
1994 - Carlota Joaquina, de Carla Camurati, é o primeiro filme realizado pela Lei do Audiovisual.
1995 - O Quatrilho, de Fábio Barreto, é indicado ao Oscar e é destaque nos Festivais de Havana e Viña Del Mar.
1996 - O projeto Cine Mambembe (atual Cine Tela Brasil) cai na estrada e percorre todo o país, exibindo filmes brasileiros em praças públicas e escolas. Criado o "Festival É tudo Verdade" , principal evento na América do Sul dedicado exclusivamente à cultura do documentário.
1997 - Chega ao Brasil a rede Cinemark, a primeira a instalar o conceito de salas multiplex "O que é isso companheiro?", de Bruno Barreto, é indicado ao Oscar.
1998 - "Central do Brasil", de Walter Salles, ganha o Festival de Berlim, e Fernanda Montenegro é indicada ao Oscar de melhor atriz.
2001 - Xuxa e os Duendes, de Paulo Sérgio de Almeida e Rogério Gomes, é o primeiro longa-metragem digital brasileiro.
2002 - É criada a Academia Brasileira de Cinema, instituição que reúne realizadores, distribuidores, produtores, exibidores, técnicos, atores e demais profissionais do cinema e do audiovisual. "Cidade de Deus" , de Fernando Meirelles, participa do Festival de Cannes e é distribuído para 62 países.
2003 - "Carandiru" , de Hector Babenco, participa do Festival de Cannes e ganha prêmio no Festival de Havana.
2006 - Existem 127 salas de projeção digital no Brasil, num total de 2.095 salas de cinema espalhadas pelo país.
2008 - "Tropa de Elite" , de José Padilha, vence o Festival de Berlim.
2009 - Se eu fosse você 2, Daniel Filho
2010 - “Tropa de Elite 2”. dirigido por José Padilha e estrelado por Wagner Moura.
1011 - “ Qualquer gato vira-lata, O homem do futuro, Assalto ao Banco Central, O Palhaço.

 


 
Fonte:
http://ocinemabrasil.blogspot.com/2010/06/linha-do-tempo
http://www.telabr.com.br/timeline/brasil
www.filmesdecinema.com.br

História do cinema no Brasil

Do século XIX, quando os Irmãos Lumière criaram o primeiro cinematógrafo, até os dias de hoje, muita coisa mudou no mundo da sétima arte. E pra melhor, diga-se de passagem. O que era apenas uma experiência científica derivada da fotografia se transformou em um dos negócios mais lucrativos da indústria do entretenimento.

O cinema no Brasil

Sete meses se passaram da primeira projeção de cinema em Paris, para que o cinematógrafo dos irmãos Lumière atravessasse o Atlântico e desembarcasse na capital brasileira, Rio de Janeiro.
Em 8 de julho de 1896 foi exibida a primeira sessão pública cinematográfica utilizando um aparelho chamado Omniographo (projetor de imagens animadas através de uma série de fotografias).
Com o sucesso do evento, o empresário do entretenimento Pascoal Segreto inaugura a primeira sala fixa de exibições em 1897.
Em junho de 1898, Afonso Segreto (irmão de Pascoal) em sua chegada da Europa, registra com uma câmera Lumièr algumas imagens da Baía de Guanabara.
Nasce assim o cinema brasileiro.
A partir daí os irmãos Segreto passam a filmar imagens dos acontecimentos cívicos, e os personagens no poder, como por exemplo o então presidente Prudente de Morais.
Cerimônias, festas públicas, acontecimentos importantes e aspectos da cidade são filmados pelos irmãos num momento crucial de transformações, tornando-os praticamente os únicos produtores de cinema do país até 1903.
Quase dois anos depois, em 13 de fevereiro de 1898, José Roberto de Cunha Sales (Médico e ex. sócio de Pascoal Segreto) realiza uma das primeiras exibições do cinematógrafo em São Paulo.
A primeira filmagem em terras paulistas, entretanto, foi feita por Afonso Segreto em 20 de setembro de 1899 em uma celebração da colônia de imigrantes italianos.
Depois destas filmagens, têm-se notícias de novas tomadas em São Paulo somente em 14 de janeiro de 1904, com vistas de fazendas de café, terreiros, gado e outros aspectos do interior do Estado.
O cinema se espalha por outras partes do Brasil, além do eixo Rio-São Paulo.
A futura “sétima arte” começa a dar seus primeiros passos em Aracaju em 1899, no Belém do Pará em 1909, com o espanhol Ramón de Baños dedicando-se à produção de documentários; em Manaus por volta de 1912, Porto Alegre com o alemão Eduardo Hirtz, pioneiro do cinema gaúcho que produziu uma série de documentários entre 1907 e 1915.
No estado do Paraná, ainda no final de 1907, Ammibal Rocha Requião realiza seu primeiro filme, registrando imagens de um desfile militar. A Bahia, entre os anos de 1909 e 1912,também contribuiu para o nascimento do cinema brasileiro.
            Outros Pioneiros: - Além dos Segretos, outros nomes merecem destaque na história do cinema brasileiro. São eles: os irmãos Labanca, Francisco Serrador; além dos primeiros operadores profissionais Júlio Ferrez, os irmãos Botelho e Paulo Benedetti.
            Os Labanca abrem uma sala fixa, o cinema Palace, para qual fazem filmagens em sociedade com o fotógrafo português Antônio Leal.
            Francisco Serrador começou como exibidor ambulante em 1904, em Curitiba, e criou um circuito de salas que existem até hoje. Serrador começou a rodar “os cantantes”, filmes contados através da  tela – pelos atores da película. Como por exemplo Paz e amor (1910), o mais importante desse gênero que prenunciava os carnavalescos da década de 20.
            Os operadores profissionais Júlio Ferraz, os irmãos Botelho e Paulo Benedetti realizaram reportagens importantes como: A revolta dos marinheiros (1910), Dois anos antes (1908) o cinema brasileiro começa a produzir ficções: Nerô a comédia Anastácio chegou de viagem e os estranguladores, que foi o primeiro sucesso cinematográfico do Brasil, com mais de 800 exibições no Rio de Janeiro.
            Os Estranguladores foi baseado num crime que abalou a sociedade carioca, e inaugurou a chamada “reportagem policial” que tomaria forma em 1962 com “Porto das Caixas” de P. C. Soroceni, e “O assalto ao trem pagador”, de R. Farias.
            Outro grande sucesso de exibições é o filme “cantante” Paz e amor (1910), feito por William Awer, que alcançou quase 1000 apresentações, retratando a vida política da república com ares de ridicularização e paródia.
O cinema brasileiro já caminha com passos mais seguros em 1910. Novos cinemas foram inaugurados no Rio de Janeiro. Nos primeiros filmes de ficção, os atores vêm do teatro, como por exemplo: João Barbosa, Adelaide Coutinho, Leopoldo Fróis, Abigail Maia, Antônio Serra, entre outros.
            Os estúdios cariocas já produzem em poucos anos mais de 100 filmes, e o produto brasileiro tem a preferência do público em detrimento dos similares estrangeiros.
            Mas em 1911 chega ao Brasil uma embaixada de capitalistas americanos interessados no mercado promissor brasileiro tanto para produção quanto para a exibição de filmes dos EUA.
            Em 29 de janeiro do mesmo ano é fundada a Companhia Cinematográfica Brasileira, com a gerência de Francisco Serrador, industriais e banqueiros ligados ao capital estrangeiro, o que resulta na compra de salas de cinema em todo o país, maior organização do mercado exibindo principalmente no que se refere às películas estrangeiras.
            A Cia. Decide praticamente só exibir filmes estrangeiros. O resultado é desastroso: a produção brasileira de filmes sofre uma grande queda. Atores, Atrizes, cinegrafistas, técnicos e fotógrafos perdem seus empregos.
            O cinema americano pouco a pouco assume a hegemonia.   As grandes produtoras estrangeiras montaram suas distribuidoras no país. Em 1924, mais de 80% dos filmes exibidos vinham dos EUA e a produção nacional não atingia os 2%, e por um bom tempo, o cinema brasileiro vai ficar escondido na sombra da produção cinematográfica dos EUA.      
            No período de 1950 a 1960, em São Paulo, paralelo à fundação do Teatro Brasileiro de Comédia e abertura do Museu de Arte Moderna, surge o estúdio da Vera Cruz que através de fortes investimentos e contratação de profissionais estrangeiros busca produzir no Brasil, uma linha de filmes sérios, industrial, com uma preocupação estético-cultural hollywoodiana e com a participação de grandes estrelas como Tônia Carreiro, Anselmo Duarte, Jardel Filho, entre outros. A Vera Cruz tinha uma produção cara e de qualidade, mas faltava-lhe uma distribuidora própria e salas para absorver a sua podução, uma de suas produções foi premiada em Cannes, o filme Cangaceiro, de Lima Barreto.
    Mazzaropi foi um dos grandes sucessos da Vera Cruz. Radialista e artista de circo, foi o responsável pela criação do matuto Jeca Tatu, baseado na obra de Monteiro Lobato. Sua caricatura do homem simples do interior porém esperto deu início a uma série de filmes como Sai da Frente” (1951), “Chico Fumaça” (1956) dentre outros, e fez tanto sucesso que abriu a Pam Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), sua própria empresa, onde interpretou, dirigiu, produziu e distribuiu seus filmes.
A década de 60, o surgimento do “Cinema novo” trouxe status para o nosso cinema nacional, com filmes marcantes como “O Pagador de Promessas” de Anselmo Duarte, que foi premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes. O grande lema era “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, e lá vinham nossos cineastas mostrando nosso lado mais obscuro, como a pobreza e os problemas sociais que podem ser visto em filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Terra em Transe”, de Glauber Rocha. Um dos grandes nomes deste período foi Nelson Pereira dos Santos. Outros filmes de destaque foram “Barravento”, “Os Cafajestes” (1961) e “Vidas Secas” (1964).
            Infelizmente com a chegada da década de 70 a crise nas artes atingiram o cinema, que já não podia abordar questões sociais e tão somente passou a registrar filmes de consumo fácil: as chamadas pornochanchadas. Larga escala de filmes pífios começaram a ser produzidos, e foi aí que surgiu a idéia de que filme nacional não valia o ingresso, que só começou a redesenhar-se com qualidade a partir de meados da década de 90, com o ressurgimento do nosso cinema.
Final de 1992, ainda no governo de Itamar Franco, o Ministro da Cultura Antonio Houaiss cria a Secretaria para o Desenvolvimento do Audiovisual, que libera recursos para produção de filmes através do Prêmio Resgate do Cinema Brasileiro e passa a trabalhar na elaboração do que viria ser a Lei do Audiovisual, que entraria em vigor no governo de Fernando Henrique Cardoso.
A partir de 1995, começa-se a falar numa "retomada" do cinema brasileiro. Novos mecanismos de apoio à produção, baseados em incentivos fiscais e numa visão neoliberal de "cultura de mercado", conseguem efetivamente aumentar o número de filmes realizados e levar o cinema brasileiro de volta à cena mundial. O filme que inicia este período é Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995) de Carla Camurati, parcialmente financiado pelo Prêmio Resgate. No entanto, as dificuldades de penetração no seu próprio mercado continuam: a maioria dos filmes não encontra salas de exibição no país, e muitos são exibidos em condições precárias: salas inadequadas, utilização de datas desprezadas pelas distribuidoras estrangeiras, pouca divulgação na mídia local.
Em 1997, para alcançar o mercado cinematográfico, as Organizações Globo criaram sua própria produtora, a Globo Filmes, empresa especializada que veio a reposicionar o cinema brasileiro em, praticamente, todos os segmentos. Isto porque, em um curtíssimo tempo, a produtora Globo Filmes viria a se tornar um grande monopólio ocupante do mercado cinematográfico brasileiro. Entre 1998 e 2003, a empresa se envolveu de maneira direta em 24 produções cinematográficas, e a sua supremacia se cristalizaria definitivamente no último ano deste período, quando os filmes com a participação da empresa obtiveram mais de 90% da receita da bilheteria do cinema brasileiro e mais de 20% do mercado total.
Alguns filmes lançados na primeira década do novo século, com uma temática atual e novas estratégias de lançamento, como Cidade de Deus (2002) de Fernando Meirelles, Carandiru (2003) de Hector Babenco e Tropa de Elite (2007) de José Padilha, alcançam grande público no Brasil e perspectivas de carreira internacional.

Ainda há, até hoje, a dificuldade do filme brasileiro ser valorizado nas salas de exibição, tanto pelos donos das salas de exibição quanto pelo próprio público. Nosso cinema compete cada vez mais com o cinema estrangeiro e só em um espaço considerável, ainda por intervenção do Estado.



 
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema_do_Brasil
http://www.cinemaclassico.com
http://paulo-v.sites.uol.com.br/cinema/primordios
http://www.infoescola.com/cinema/historia-do-cinema-brasileiro/
http://cafecomnoticias.blogspot.com
http://allycenourinha.blogspot.com

Pornochanchada (Cinema)

 
Pornochanchada é um gênero do cinema brasileiro, comum na década de 1970. Surgiu em São Paulo, e contou com uma produção bem numerosa e comercial. A mais conhecida produção era a da chamada boca do lixo, região de prostituição existente na zona central da cidade de São Paulo.
Dessa fonte despontaram vários diretores de talento que souberam usar o que dava bilheteria na época (filmes eróticos) para fazer filmes de grande valor estético e formal. Chamado assim por trazer alguns elementos dos filmes do gênero conhecido como chanchada e pela dose alta de erotismo que, em uma época de censura no Brasil, fazia com que fosse comparado ao gênero pornô, embora não houvesse, de fato, cenas de sexo explícito nos filmes.
A censura, que não era política, mas de costumes, exigia que os filmes cumprissem diversas exigências, sem as quais os mesmos seriam sumariamente proibidos (muitos foram liberados totalmente retalhados pelos cortes, o que os tornava incompreensíveis). Dentre essas exigências, havia várias como mostrar um seio de cada vez, etc. Com o tempo, essa e outras exigências foram amenizadas com a liberação dos costumes e a abertura política iniciada em 1977, até que com o fim da censura em 1984, o gênero foi substituído pelos filmes pornográficos exibidos em salas especiais.
O sucesso de público também foi essencial para o gênero pois possibilitou que os filmes ficassem por mais semanas em cartaz. Ao contrário do que comumente se pensa, eles não eram financiados pela Embrafilme mas sim por produtores independentes, comerciantes locais, ou quem mais se interessasse, porque eram de fato muito lucrativos.
Depois de popularizar atores e atrizes como: Matilde Mastrangi, Xuxa, David Cardoso, Nicole Puzzi, Aldine Muller, Sônia Braga, Nádia Lippi, Antonio Fagundes, Reginaldo Faria e Vera Fischer, o gênero iniciou sua decadência nos anos 80, com o fim da obrigatoriedade das cotas de exibição de fitas nacionais, o surgimento do videocassete e a exibição de filmes de sexo explícito nos cinemas. Apesar disso, os amantes do gênero ainda podem acompanhar algumas destas produções em um canal especializado em filmes nacionais.
Alguns dos filmes mais significativos da pornochanchada: “A Viúva Virgem” (1972), que foi considerado a primeira pornochanchada, “A Superfêmea” (1973), que lançou a então ex-Miss Brasil Vera Fischer ao cinema, “O Estripador de Mulheres” (1978), com Aldine Müller, “O Amante de Minha Mulher” (1979), com o David Cardoso, “Mulher Objeto” (1981), considerado o maior sucesso de Helena Ramos e o polêmico “Amor, Estranho Amor” (1982) que teve como principais protagonistas Vera Fischer, Matilde Mastrangi e Xuxa.









FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pornochanchada 
http://www.trash80s.com.br

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Professor

Antonia Afonso, Neiva Antunes e Fabiana Santos
O mestre que ensina
Que forma e que informa
Que lida com o novo
Incentiva os alunos a aprender.

O sábio! Que busca conhecimento
Dele dependem todos os profissionais
Desde o início até o final,
Participa do sucesso do mundo.

O educador que trabalha opiniões
Que visa um grande universo
Que se preocupa com formalidades,
Quer ver resultados de sua missão.

O batalhador de todos os dias
O criador das artes e da cultura
Que vive e convive na parceria
Construindo a melhoria do amanhã.

A escola é teu espaço
Os alunos tua plateia
Você é o grande maestro
Desta orquestra chamada vida.


de Elenice Amancio.Curitiba - PR 
fonte: Revista Mundo Jovem

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arte indígena


Geralmente a arte indígena manifesta-se através de cânticos, vestuários utensílios, pela pintura corporal, escarificação e perfuração da pele, através de danças entre outros, sendo estes raramente produzidos com o intuito de serem arte propriamente dita. Podemos dizer que na sociedade indígena não existe uma delimitação entre arte e atividade puramente técnica. De mesma forma encontram-se aspectos rituais na produção dos artefatos que são antes de tudo artística.

Cada povo indígena tem uma maneira própria de expressar suas obras. As artes indígenas diferem-se muito das demais produzidas em diferentes localidades do globo, uma vez que manuseiam pigmentos, madeiras, fibras, plumas, vegetais e outros materiais de maneira muito singular. Nos relacionamentos entre diferentes povos, inclusive com o branco os artefatos produzidos são objetos de troca, sendo até utilizados como uma alternativa de renda. Muitas tribos enfatizam a produção de cerâmica, outras esculturas em madeira, o que vale ressaltar é que estes aspectos variam de uma tribo para outra. Veja a seguir as principais manifestações artísticas das artes indígenas.

A pintura corporal
            A pintura corporal para os índios tem sentidos diversos, não somente na vaidade, ou na busca pela estética perfeita, mas pelos valores que são considerados e transmitidos através desta arte. Entre muitas tribos a pintura corporal é utilizada como uma forma de distinguir a divisão interna dentro de uma determinada sociedade indígena, como uma forma de indicar os grupos sociais nela existentes, embora exista tribos que utilizam a pintura corporal segundo suas preferências. Os materiais utilizados normalmente são tintas como o urucu que produz o vermelho, o jenipapo da qual se adquire uma coloração azul marinho quase preto, o pó de carvão que é utilizado no corpo sobre uma camada de suco de pau-de-leite, e o calcário da qual se extrai a cor branca.


Arte Plumária
As vestimentas adornadas de plumas são geralmente utilizadas em ocasiões especiais como os ritos. O uso de plumas na arte indígena se dá de dois modos, para colagem de penas no corpo e para confecção e decoração de artefatos como, por exemplo, as máscaras, colares etc.

Arte em pedras
A confecção de instrumentos de pedra (ex.: machadinhas) fora de extrema importância no passado indígena, mas nos dias atuais os índios não mais costumam produzir artefatos em pedra devido à inserção de instrumentos de ferro, que se mostraram mais eficientes e práticos, embora algumas tribos ainda utilizam estes artefatos para ocasiões especiais.

Arte em madeira
 A madeira é utilizada para a fabricação de diversos trabalhos nas sociedades indígenas. Vários artefatos são produzidos como ornamentos, máscaras, banquinhos, bonecas, pequenas estatuetas, canoas entre vários outros. Os karajá, por exemplo, produzem estatuetas na forma humana que nos faz lembrar de uma boneca. No alto Xingu os trabalhos em madeira são bastante desenvolvidos. São produzidos máscaras, bancos esculpidos na forma animal, notando-se grande habilidade no trabalho, sendo sua demanda comercial muito grande advinda principalmente de turistas.

Trançado
Nos trabalhos de cestaria dos índios há uma definição bastante clara no estilo do trabalho, de forma que um estudioso da área pode através de um trabalho em trançado facilmente identificar a região ou até mesmo que tribo o produziu. As cestarias são utilizadas para o transporte de víveres, armazenamento, como recipientes, utensílios, cestas, assim como objetos como esteiras.

Cerâmica
A fabricação de artefatos de cerâmica não é característica de todas as tribos indígenas, entre os Xavantes, por exemplo, ela falta totalmente, em algumas sua confecção é bastante simples, mas o que é importante ressaltar é que por mais elaborada que seja a cerâmica sua produção é sempre feita sem a ajuda da roda de oleiro. As cerâmicas são utilizadas na fabricação de bonecas, panela, vasos e outros recipientes. Muitas são produzidas visando atender a demanda dos turistas.


Pinturas e desenho
Os desenhos e as pinturas em geral são acompanhados de outras formas de arte. Estão diretamente ligados a cerâmica, ornamentação do corpo, cestarias, etc., havendo, entretanto exceções entre algumas tribos que pintam sobre panos de entrecasca. Os desenhos indígenas são normalmente elaborados de forma abstrata e geométrica.

Musica e dança
A musica e a dança estão frequentemente associadas aos índios e a sua cultura, variando de tribo para tribo. Em muitas sociedades indígenas a importância que a musica tem na representação de ritos e mitos é muito grande. Cada tribo tem seus próprios instrumentos, havendo também os instrumentos que são utilizados em diferentes tribos, no entanto de diferentes formas como é o caso do maracá ou chocalho, onde em determinadas sociedades indígenas como a dos Uaupés o uso do mesmo acontece em cerimônias religiosas, já outras tribos como a dos Timbiras é utilizado para marcar ritmo junto a um cântico, por exemplo. A dança junto aos indígenas se difere da nossa por não dançarem em pares, a não ser por poucas exceções como acontece no alto Xingú. A dança pode ser realizada por um único indivíduo ou por grupos.


Proto-teatro
Entre várias tribos de índios é possível observar algumas representações, partes de rito, que poderiam facilmente evoluir no sentido de um teatro. Muitas são representações sem palavras apenas gesto. Outros rituais são cantados, muitos se dão na forma de diálogo.


fonte:

http://www.desvendar.com/especiais/indio/arte.asp 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_ind%C3%ADgena

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Índio no Brasil

Em 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, estima-se que havia por aqui cerca de 6 milhões de índios. Viviam basicamente da caça, pesca e agricultura. Tinham um contato total com a natureza, pois dependiam dela para quase tudo.
Passados os tempos de matança, escravismo e catequização forçada. Nos anos 50, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, a população indígena brasileira estava entre 68.000 e 100.000 habitantes. Atualmente há cerca de 280.000 índios no Brasil. Contando os que vivem em centros urbanos, ultrapassam os 300.000. No total, quase 12% do território nacional, pertence aos índios.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia em torno de 1.300 línguas indígenas. Atualmente existem apenas 170. O pior é que cerca de 35% dos 210 povos com culturas diferentes têm menos de 200 pessoas.
Apesar do "Dia do Índio", que é comemorado no dia 19 de Abril, não tem nada para se comemorar. Algumas tribos indígenas foram quase executadas por inteiro na década de 70 em diante, enquanto estavam fora de seu habitat, quase chegaram a extinção, foram ameaçados por epidemias, diarréia e estradas. Mas hoje, o que parecia impossível está acontecendo: o número de índios no Brasil e na Amazônia está aumentando cada vez mais. A taxa de crescimento da população indígena é de 3,5% ao ano, superando a média nacional, que é de 1,3%. Em melhores condições de vida, alguns índios recuperaram a sua auto-estima, reintroduziram os antigos rituais e aprenderam novas técnicas, como pescar com anzol. Muitos já voltaram para a mata fechada, com uma grande quantidade de crianças indígenas.
"O fenômeno é semelhante ao baby boom do pós-guerra, em que as populações, depois da matança geral, tendem a recuperar as perdas reproduzindo-se mais rapidamente", diz a antropóloga Marta Azevedo, responsável por uma pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos em População da Universidade de Campinas.
Com terras garantidas e população crescente, pode parecer que a situação dos índios se encontra agora sob controle. Mas não! O maior desafio da atualidade é manter viva sua riqueza cultural.
Organização e sobrevivência do grupo
Os índios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente com a ajuda de processos rudimentares. Eles caçam, plantam, pescam, coletam e produzem os instrumentos necessários a estas atividades. A terra pertence a todos os membros do grupo e cada um tira dela seu próprio sustento.
Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe a mulher o cuidado com a casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça (que pode ser individual ou coletiva), e pela colheita de alimentos na floresta.
Os mais velhos - homens e mulheres - adquirem grande respeito da parte de todos. A experiência conseguida pelos anos de vida transforma-os em símbolos de tradições da tribo.
O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual. Em muitas tribos são tidos por muitos como portadores de poderes ocultos ou orientadores espirituais. Assim como os xamãs, podem assumir o papel de médicos, sacerdotes e fazer uso de plantas para fins medicinais ou invocação de entidades. Normalmente, o conhecimento da utilização da planta correta para cada caso ou situação é passado de geração em geração, trazendo assim uma responsabilidade para o pajé da tribo. Alguns índios acreditam que os pajés têm ligações diretas com os Deuses
O chefe da tribo
Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. A transmissão da chefia pode ser hereditária (de pai para filho) ou não. Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra, devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com outras aldeias ou com os civilizados. Muitas vezes ele é assessorado por um conselho de homens que o auxiliam em suas decisões.
Alimento - pesca
Além de um conhecimento profundo da vida e dos hábitos dos animais, os índios possuem técnicas que variam de povo para povo. Na pesca, é comum o uso de substâncias vegetais (tingui e timbó, entre outras) que intoxicam e atordoam os peixes, tornando-os presas mais fáceis. Há também armadilhas para pesca, como o pari dos teneteharas - um cesto fundo com uma abertura pela qual o peixe entra atrás da isca, mas não consegue sair. A maioria dos índios no Brasil pratica agricultura.
Algumas tribos indígenas da Amazônia:
  • Arara
  • Bororo
  • Gavião
  • Katukina
  • Kayapó
  • Kulína
  • Marubo
  • Sateré - Mawé
  • Tenharim
  • Tikuna
  • Tukâno
  • Wai-Wai
  • Yanomami
Cultura indígena
·         O esforço das autoridades para manter a diversidade cultural entre os índios pode evitar o desaparecimento de muita coisa interessante. Um quarto de todas as drogas prescritas pela medicina ocidental vem das plantas das florestas, e três quartos foram colhidos a partir de informações de povos indígenas.
·         Na área da educação, a língua tucana, apesar do pequeno número de palavras, é comparada por lingüistas como a língua grega, por sua riqueza estrutural - possui, por exemplo, doze formas diferentes de conjugar o verbo no passado.
Ritos e mitos
·         No Brasil, muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indivíduo de uma situação para outra. Estes ritos se ligam a gestação e ao nascimento, à iniciação na vida adulta, ao casamento, à morte e a outras situações.
·         A religião indígena era baseada na crença em espíritos de antepassados e forças da natureza. Poucos povos acreditam na existência de um ser superior (supremo), a maior parte acredita em heróis místicos, muitas vezes em dois gêmeos, responsáveis pela criação de animais, plantas e costumes.
Arte
·         A arte se mistura a vida cotidiana. A pintura corporal, por exemplo, é um meio de distinguir os grupos em que uma sociedade indígena se divide, como pode ser utilizada como enfeite. A tinta vermelha é extraída do urucum e a azul, quase negro, do jenipapo. Para a cor branca, os índios utilizam o calcário. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena.
·         Alguns índios realizam trabalhos em madeira. A pintura e o desenho indígena estão sempre ligados à cerâmica e à cestaria. Os cestos são comuns em todas as tribos, variando a forma e o tipo de palha de que são feitos. Geralmente, os índios associam a música instrumental ao canto e à dança.

fonte:
http://www.webciencia.com/09_indios
http://www.historiadobrasil.net/indiosdobrasil/  
http://indigena-grupo.blogspot.com/