sábado, 21 de junho de 2014

Origem das Quadrilhas



            A quadrilha é uma contradança de origem holandesa com influência portuguesa, da ilha de Açores, e também inglesa, que teve seu apogeu no século XVIII na França, onde recebeu o nome de “Neitherse”, tornando-se popular nos salões aristocráticos e burgueses do século XVII em todo o mundo ocidental.
            No Brasil, a quadrilha foi originalmente chamada de "Quadrilha de Arraiais", e era parte das comemorações chamadas de festas juninas. Um animador vai pronunciando frases enquanto os demais participantes, geralmente em casais, se movimentam de acordo com as mesmas, no sentido Militar, colonial. Para alguns cientistas sociais, especialmente antropólogos, tal forma de entretenimento representa uma permanência do pensamento evolucionista muito em voga principalmente mais tarde, pelas influências do século XIX, onde pessoas que residem em meios urbanos agem de forma estereotipada, zombando dos moradores de áreas rurais mesmo sem se darem conta.
            A quadrilha foi introduzida por Brasil durante o período colonial, 1530, pelo aparato Militar da época e fez bastante sucesso nos salões brasileiros a partir do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro a partir de 1808, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música. A sanfona (Acordeon, campestre), o "triângulo" (aste de Ferro em forma de triângulo, e um bastão de mesmo material, instrumento de percussão metálico) e a "zabumba" (Tambor de grande dimensão em raio e de pouca altura, origem Militar) são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola( Violão, campestre) e a chamada Rabeca ( o Violino, campestre).
 

            A Quadrilha Junina é uma tradição Folclórica e Cultural, que foi introduzida no Brasil no início do Século XIX. Com a vinda da Corte Real Portuguesa e com várias missões culturais francesas, que estiveram no país na mesma época. A aceitação foi instantânea, transformando-se quase numa dança oficial de todos os saraus elegantes e tornou-se muito popular. Desta forma, a Quadrilha deixou os salões imperiais, e espalhou-se por todas as camadas sociais chegando até as grandes fazendas e vilas do interior, onde receberam novas cores sendo enriquecidas com novos instrumentos e passos, bem ao gosto dos Brasileiros, e ali se conservaram na memória do povo até os tempos modernos, com novas coreografias e músicas atualizadas, mas mantendo o sabor campestre e popular.
    Nos últimos anos, os arraiais juninos passaram a ter uma função diferente: deixaram de ser apenas a palhoça, onde as pessoas se encontravam para comemorar o período junino comendo, bebendo e dançando perto da fogueira e se transformaram em locais onde dançar não é apenas motivo de lazer e divertimento, mas uma maneira de desenvolver a dança como habilidade artística num grupo de pessoas, às quais chamamos quadrilheiros. A demasiada atenção que as Instituições privadas com suas grandes festas e os concursos de Quadrilhas contribuíram bastante para as mudanças das Quadrilhas, que para muitos é considerada irreversível, talvez inaceitável para outros, e alcançou diversos níveis, permitindo variação na forma de apresentação e na diversidade de estilos das quadrilhas.




fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quadrilha_%28dan%C3%A7a%29   (Acesso em: 21/06/2014)
http://etalasquera.ueuo.com/quadrilha_junina.html  (Acesso em: 21/06/2014)

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